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Após um ano de Mariana, governo defende ações integradas

Foto: Reprodução Sarney Filho participou de reunião com representantes das empresas e do governo
Sarney Filho participou de reunião com representantes das empresas e do governo
Após um ano da tragédia do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), o governo federal reforçou a necessidade de as ações conduzidas pelos diversos órgãos públicos e privados sejam coordenadas e integradas. No total, são 39 programas de recuperação que são cobrados e fiscalizados pelo Executivo na região.
Para o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, é preciso tirar lições do episódio. Milhares de moradores perderam suas casas no desastre, responsável pela morte de 19 pessoas. “O papel do governo é coordenar, cobrar e fiscalizar, também tomar todas as providências para que a gente tenha segurança de que não vai acontecer nenhuma tragédia novamente”, disse Sarney Filho, em entrevista ao Portal Planalto.
Na última quinta-feira (3), o presidente da República, Michel Temer, reuniu-se com ministros, governadores dos estados atingidos e os representantes da Samarco e de suas controladoras, a Vale e a BHP. O encontro permitiu uma avaliação do estágio da recuperação das áreas afetadas com a apresentação pelos empresários das medidas já tomadas.
Pela legislação brasileira, cabe a empresa considerada autora do dano ambiental fazer a reparação. No entanto, para o ministro do Meio Ambiente, a legislação que regulamenta a atividade de mineração precisa ser modificada. “Não pode ser mais uma legislação que privilegie a atividade de mineração em detrimento da segurança das populações direta e indiretamente envolvidas na atividade”, afirmou.
No caso de Mariana, Sarney Filho entende que os danos foram gravíssimos. “É evidente que mais que tudo que for preciso seja feito não será suficiente para reparar os incríveis danos humanos, materiais e ambientais que foram impostos àquelas pessoas e aquela região”, ponderou.
Chuvas
De acordo com o ministro, há a preocupação com a retomadas do período chuvoso nesta época do ano, o que pode ocasionar que parte da lama de rejeitos espalhada seja levada para o leito do rio Doce.
Sarney Filho ressaltou que os órgãos do governo estão coordenados e atentos quanto a este risco e cobraram dos representantes das empresas mostrar as medidas que foram tomadas para garantir a segurança da barragem de Candonga, em Ponte Nova (MG), que seria o ponto de retenção dos rejeitos.

Fonte: Portal Planalto
 
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