Whatsapp para todos os programas. PARTICIPE!

Whatsapp para todos os programas. PARTICIPE!

Fortaleza precisa mostrar que aprendeu com erros para conquistar o acesso

O POVO lista sete erros que o Fortaleza cometeu nas últimas edições do mata-mata da Série C e que não pode repetir contra o Juventude, a partir desta segunda-feira
Contra o Juventude, é questão de matar ou morrer para o Leão na Série C do Campeonato Brasileiro. Especificamente, a quarta vez em sete anos que o Fortaleza enfrenta as quartas de final na luta pelo sonhado retorno à Segunda Divisão nacional. Clube e torcida anseiam que 2016 seja o ano do “basta”. Mas, para concretizar o acesso, será fundamental à equipe do Pici levar consigo ensinamentos pelos anos em que foi eliminado de forma traumática no mata-mata. Analisando o retrospecto leonino, O POVO lista sete erros que o time não pode repetir para avançar na Terceirona.

O Tricolor soma três experiências negativas nas quartas da Série C: Oeste (2012), Macaé (2014) e Brasil-RS (2015). Cada uma delas marcada por falhas que comprometeram a classificação do Fortaleza na realização dos jogos ida e volta.

Nos fracassos, sair do confronto de ida com empate (ocorrido contra Oeste e Macaé) ou derrota (contra o Brasil-RS) trouxe ao Tricolor dificuldades que não foram superadas na partida de volta. Portanto, diante do Juventude, às 19h15min desta segunda-feira, em Caxias do Sul-RS, os comandados do técnico Hemerson Maria devem investir forte ao ataque em busca de resultado positivo e do gol fora de casa, que pode ajudar na vantagem.

Enfrentar o forte adversário gaúcho exigirá do Leão jogo duro, com time centrado na apresentação do futebol visto em suas melhores atuações no ano.

Assim, a equipe precisará vencer o nervosismo, fator presente nas eliminações dos últimos anos. A falta de estabilidade em campo acabou por levar a outros erros, como os vacilos defensivos — exemplo de Radar no único gol sofrido contra o Brasil-RS em 2015 — e a falta de eficiência do ataque — como Robert em 2014 e Lúcio Maranhão em 2015. Berna também precisa estar seguro, para não repetir o goleiro Ricardo contra o Macaé, tomando gol numa falha.

Trazendo o resultado para o jogo de volta, no Castelão, próximo dia 9, o Leão terá de mostrar evolução em aspectos decisivos: o poder de reação e a intensidade em campo. No PV, em 2012, o Leão empatava com o Oeste por 1 a 1 quando deixou o adversário “gostar do jogo” e sofreu a eliminação num 3 a 1. Contra Macaé e Brasil-RS, o time precisava da vitória no Castelão, e não soube se organizar para reagir diante do desafio de vencer no placar agregado.

Nesta quarta ocasião do Fortaleza no mata-mata da Terceirona, o time é diferente daqueles que ficaram no “quase” em 2012, 2014 e 2015. Mas as lições de outros tempos permanecem para o atual elenco. Estão vivas em cada torcedor tricolor e também em alguns remanescentes das batalhas passadas, como Lima e Daniel Sobralense.

Subir, para o Leão, significa conquista em campo e também aprender a lidar com seus fantasmas na Série C.

Superação

A palavra “superação” tem lugar cativo nas coletivas realizadas pelo clube do Pici. Em especial quando o tão esperado jogo contra o Juventude se aproxima. Para o presidente do clube, Jorge Mota, avançar na Terceira Divisão não se trata de qual time é superior. Aprendizado trazido dos tombos recentes. Ganha o acesso quem se mantém firme até o fim. “Agora é vontade, é superação, é jogo de quem quer ganhar. Não é quem é o melhor ou pior. Quem quiser mais vai ganhar a vaga”, afirma.
7 ERROS PARA O FORTALEZA NÃO REPETIR NO MATA-MATA DA SÉRIE C

1 Resultado ruim fora de casa


Nas três últimas participações no mata-mata, o Leão conseguiu no jogo de ida dois empates (Oeste e Macaé) e uma derrota (Brasil-RS).

2 Nervosismo

Líder e com futebol dominante na 1ª fase, a equipe tricolor apresentou-se nervosa nas quartas de final que disputou. Caiu em eficiência e se tornou mais vulnerável.

3 Falhas defensivas

O torcedor do Fortaleza ainda lembra do vacilo de Radar na cobertura, que resultou no gol da vitória do Brasil de Pelotas por 1 a 0 no primeiro jogo em 2015.

4 Ausência de pontaria

Apesar de ter contado com artilheiros, como Robert e Waldison, na hora “H” o ataque do Fortaleza desperdiçou muitas chances de gol. Tem que calibrar bem a pontaria.

5 Falta de reação

Diante de Macaé e Brasil-RS, faltou cabeça no lugar e organização na hora de reagir contra o prejuízo no placar agregado.
6 Queda de intensidade em campo

Contra o Oeste, em 2012, o Leão poderia se classificar com o 0 a 0. Mas acabou não rendendo em campo, caiu de intensidade após começar bem e sofreu derrota por 3 a 1. Não pode desligar..

7 Atenção do goleiro

Berna precisa abrir o olho para não comprometer com falha à frente da meta tricolor como fez o goleiro Ricardo contra o Macaé em 2014.

Fonte: Opovo
 
Copyright © 2012. RÁDIO REGIONAL - ·
Tema desenvolvido por Diego Farias/ Fagner Freire ·