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Justiça decreta prisão de primeira-dama de Aracati

Em maio deste ano, foi deflagrada a ‘Operação Lata Velha’. Os suspeitos disseram que o dinheiro da propina seria usado para consertar um ônibus ( foto: cid barbosa )
Aracati. O conteúdo de escutas telefônicas foi o motivo do pedido da prisão temporária da primeira-dama e ex-secretária de Aracati, Eline Gomes de Oliveira Costa, expedido pela Justiça no último dia 15. A informação foi revelada pela promotora de Justiça responsável pelas investigações, Virgínia Navarro, em coletiva realizada na sede do Ministério Público deste município no início da tarde de ontem, 26. Segundo a Promotora, Eline Gomes tentou obstruir as investigações e ocultar documentos que seriam indícios do pagamento de propina.
“O conteúdo das interceptações telefônicas revela a preocupação da Eline com alguns documentos. Ligações feitas por ela alertando a terceiros foi a motivação para que entrássemos com o pedido”, relatou Virgínia Navarro. A promotora relevou um áudio em que a primeira dama e ex-secretária demonstra preocupação com documentos na sede da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda, onde era titular.
A primeira-dama é considerada foragida da Justiça, já que desde a expedição do mandado de prisão temporária ela não tem sido encontrada. “Equipes estão trabalhando na tentativa de prender Eline, já que se encontra em aberto um mandado de prisão legalmente expedido. Até o momento não houve localização da mesma”, reforçou a promotora Virgínia Navarro.
Propina
Eline Gomes é esposa do atual prefeito Ivan Silvério e era titular da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Renda deste município, até ser afastada no início deste ano após a divulgação de um vídeo em que uma de suas assessoras aparece recebendo propina de uma empresária.
No dia 6 de maio o Ministério Público, através da Promotoria de Justiça da Comarca de Aracati e do Grupo de Atuação Especial de Combate a Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou a operação “Lata Velha”, quando foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo um deles na residência da primeira-dama.
As investigações apontavam para um esquema de pagamento de propina, no âmbito da Secretaria a qual Eline era titular, estimando um pagamento de 20% do valor de cada obra executada por parte do empresariado. O suborno era destinado à primeira-dama e assessores. Até o fechamento desta edição, os advogados de Eline Gomes não haviam sido localizados pela reportagem para comentar o caso.
(Ellen Freitas, colaboradora)
 
Fonte Diário do Nordeste
 
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