Dois homens e um segredo


foto cunha e temer
Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (3):
Um encontro, na calada da noite, como o ocorrido entre Michel Temer e Eduardo Cunha, no domingo passado, causou perplexidade no País inteiro. Nem o fariseu Nicodemos conseguiu passar despercebido quando procurou Jesus na escuridão da noite (João 3:1-21) para escapar aos olhares indiscretos de seus conterrâneos. Jesus não se recusou a recebê-lo, pois sabia que sua intenção era nobre. Alguém poderia dizer o mesmo do encontro desses dois personagens centrais da cena política brasileira, no momento em que esta submerge num charco moral avassalador?
A coisa começa a feder quando a autoridade mais alta (ainda que provisória) da República aceita receber e entabular conversações secretas com uma das figuras políticas mais sobrecarregadas de processos e que vem sendo acusada de tentar manipular o Parlamento inteiro.
Mais grave ainda: Eduardo Cunha é réu do STF e foi por este afastado de suas funções de presidente da Câmara dos Deputados e proibido de circular em suas imediações. Por quê, hein?
Um encontro desse tipo, pelas suspeições inevitáveis que suscita, feriria os códigos de ética que regem a função pública e – segundo operadores do Direito – poderia ter consequências jurídicas, sobretudo por se tratar da suprema autoridade do Estado, ainda que interina.
Que tipo de influência tem Eduardo Cunha sobre Michel Temer, levando-o a se submeter a tal injunção? É isso que a Nação inteira quer saber.

Fonte Eliomar de Lima
 
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