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Servidores fazem passeata à Assembleia contra proposta de Camilo

Caminhada da Praça da Imprensa até a Assembleia exige reajuste linear para categorias do serviço público estadual. Governo destaca momento de crise
Governador anunciou reajuste limitado para servidores na última segunda-feira
Com risco de paralisações nos próximos dias, servidores públicos do Estado realizam amanhã caminhada em protesto contra possível congelamento salarial para algumas das categorias. Segundo o Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos (Fuaspec), ato sairá às 8h da Praça da Imprensa e vai até a Assembleia Legislativa.

Evento ocorre em resposta a proposta feita pelo governo Camilo Santana (PT) para entidades trabalhistas. Na última segunda-feira, 6, o governo anunciou que não poderá conceder reajuste linear para todos os servidores e que irá negociar com cada categoria. Servidores pedem reajuste geral de 12,67% - 10,67% da inflação mais 2% por perdas salariais.

Entre as categorias em protesto, estão professores, auxiliares administrativos, motoristas, policiais, agentes penitenciários, entre outros. O governo garante reajuste linear apenas para servidores que recebem o salário mínimo. “O funcionalismo público cearense corre o risco de parar nos próximos dias. A frustrada busca pela reposição salarial é a principal para essa paralisação”, diz nota do Fuaspec.

Outro lado

O líder do governo na Assembleia, Evandro Leitão (PDT), afirma que o governo está abrindo diálogo permanente com as categorias, e que receberá os ativistas. Ele destaca, no entanto, apelo para que servidores se conscientizem da atual situação econômica do Estado em função da queda de repasses federais e da crise econômica.

“A gente espera que exista bom senso. Estamos em um momento extremamente difícil, com quedas nos repasses federais e no Fundo de Participação dos Estados. Então ficamos sem capacidade de investimento, a situação fica bem comprometida. Os estados não têm condição que permita um reajuste geral para todas as categorias”, diz.

O Fuaspec, no entanto, afirma que vem tentando, desde o ano passado, ter audiências no Palácio da Abolição para tratar do assunto. “Fato ignorado pelos secretários e pelo próprio Executivo”, diz a entidade.

Redação O POVO Online
 
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