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Poços salvam alguns cultivos

O cultivo de macaxeira, que cobre uma área de seis hectares, também segue num bom ritmo, com cerca de 300 caixas, por hectare, ao valor de R$ 16, ao mês
Acaraú. Instalado entre os municípios de Acaraú, Bela Cruz e Marco, no Norte do Estado, o Distrito de Irrigação Perímetro Baixo Acaraú, projeto criado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), vive o seu pior momento, no que se refere à manutenção dos cerca de 1.500 hectares restantes de área produtiva. A constante falta de chuvas foi reduzindo, ano após ano, a oferta de água aos irrigantes, antes, distribuídos em 478 lotes.
A oferta de água já tinha sido reduzida a apenas 3h por dia, duas vezes na semana, em 2014. O último bombeamento de água, que percorreu os 40Km de canais do Perímetro, foi realizado em junho do ano passado. De lá para cá, muitos pararam de produzir por completo. Sem poder aquisitivo suficiente para se manter em atividade, cerca de 70% dos proprietários de lotes deixaram para trás todo o investimento de anos de trabalho. Os outros 30% restantes ainda lutam para não seguir pelo mesmo caminho. Francisco Mourão Rodrigues Júnior é um deles.
Para sobreviver durante a crise hídrica, o irrigante teve de reduzir áreas de plantio, priorizar certos cultivos e abrir o bolso a mais um investimento, que custou R$ 15 mil. O poço profundo trouxe a água de volta e deu um novo fôlego à produção de frutas e alguns legumes. O coco, que antes se distribuía em oito hectares, teve sua área reduzida para dois, mas ainda rende duas mil unidades por mês, ao preço de R$ 0,60 cada, para revenda.
O cultivo de macaxeira, que cobre uma área de seis hectares, também segue num bom ritmo, segundo o produtor. "Tiramos daqui cerca de 300 caixas de macaxeira, por hectare, ao valor de R$ 16. Um preço razoável de mercado. Mas o forte, é mesmo a goiaba, plantada em quatro hectares, com cerca de 1.200 pés da fruta. Mas, mesmo com as dificuldades que enfrentei por conta da falta de água dos últimos dois anos, que foram cruciais para quem não tem outro meio de vida, senão o Perímetro, tenho conseguido produzir cerca de 240 toneladas por ano de goiaba, graças ao poço. Quem não teve como arcar com esse tipo de despesa, infelizmente foi embora", afirmou.
Francisco Mourão tem compradores em Jericoacoara, Sobral e Fortaleza, e diz que a redução da oferta de goiaba no mercado, pelo crescente abandono desse tipo de cultivo no setor irrigado, contribuiu para a diminuição da concorrência, aumento na procura, e no valor do preço da fruta. "Apesar do custo dos insumos, ainda conseguimos repassar a R$ 45 a caixa, para revenda. Quem conseguiu se manter, apesar dessa crise da água, tem tido certa vantagem na comercialização", garantiu.
PROTAGONISTA
Investimentos que garantiram a continuidade
Francisco Mourão Rodrigues Júnior foi um dos poucos produtores que restaram no Perímetro Irrigado. Para contornar a falta de água do canal, ele cavou um poço profundo por conta própria , e tomou medidas drásticas para se manter produzindo, entre elas, remanejou áreas de plantio, reduziu o tamanho de alguns lotes e investiu apenas em três tipos de cultura: goiaba, coco e mandioca. Investiu, continua produzindo, mas ainda espera pela revitalização do Perímetro Irrigado.
 
Fonte Diário do Nordeste
 
 
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