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Período de festas juninas reacende os riscos dos fogos

O uso ou comercialização indevida desses artefatos podem gerar dano à saúde, ao patrimônio e ao meio ambiente, conforme as explicações do Corpo de Bombeiros ( Foto: André Costa )
Juazeiro do Norte. O comércio de fogos tem se intensificado neste município, a 490Km de Fortaleza. Junto ao aquecimento nas vendas, cresce, também, a preocupação dos órgãos fiscalizadores. A demanda crescente, que culmina no surgimento de fábricas clandestinas, a comercialização de forma adequada e o manuseio correto dos fogos, estão entre as maiores preocupações do Corpo de Bombeiros.
O principal ponto de comercialização da cidade ocorre, há quatro anos, no pátio interno do Parque Ecológico das Timbaúbas, com a participação de 34 comerciantes. A mudança foi motivada por "questões de segurança". No antigo ponto de vendas, na Praça José Geraldo da Cruz, dois grandes incêndios já tinham sido registrados.
Para garantir a integridade dos consumidores que visitam o novo local diuturnamente, o espaço recebeu rigorosa inspeção do Ministério Público e Corpo de Bombeiros. Os vendedores ambulantes também receberam orientações dos órgãos.
As principais recomendações foram em relação ao espaçamento de dois metros entre cada banca e a proibição da venda para menores de 18 anos ou pessoas alcoolizadas. Algumas medidas importantes já são adotadas pelos comerciantes desde que a feira passou a funcionar no Parque da Timbaúbas, como a existência de extintores em cada barraca e placas de sinalização.
O uso ou comercialização indevida desses artefatos podem gerar dano à saúde, ao patrimônio e ao meio ambiente, conforme explica o major Noberto Santos, do Corpo de Bombeiros. "Os riscos são inúmeros, desde incêndios a explosões que podem culminar com mutilações, queimaduras, intoxicações, traumas graves e até óbitos".
Crato em perigo
Apesar de os riscos serem conhecidos por consumidores e clientes, a cidade do Crato está na contramão dos avanços conquistados pelo município vizinho. "Realmente o comércio de fogos de artifício no Crato está bagunçado e muito distante do ideal", reconhece Noberto. A venda dos artefatos é realizada livremente na Avenida José Alves de Figueiredo, às margens do canal do Rio Grangeiro, local inapropriado devido "ao alto fluxo de pessoas, veículos e concentração de casa e estabelecimentos comercias", adverte Noberto.
Ele ressalta, porém, que o Corpo de Bombeiros não possui autonomia para realocar os comerciantes e alerta que a iniciativa deve partir do Ministério Público e a gestão municipal. "Sabemos dos riscos, mas a questão foge da nossa alçada. Inclusive já participamos de uma audiência pública pedindo a mudança de local, assim como foi feito, com sucesso, em Juazeiro do Norte, mas não dependente da gente", acrescenta. Sem o espaçamento ideal entre as bancas, tampouco a presença de extintores, os comerciantes minimizam os riscos e justificam dizendo que a mudança de local traria prejuízo nas vendas.
"Aqui já é um ponto tradicional. Todo mundo já conhece o local e as vendas são garantidas. Saindo daqui, o apurado cairia bastante e muitas famílias dependem desse período para ajudar no orçamento", justifica Izabel Holanda, que há seis anos vende fogos de artifícios e adereços juninos ao lado do canal. "Sabemos que está errado mas não podemos ir apreender. Agora, se o Ministério Público autorizar, sim, a fiscalização seria efetuada", conclui o Major Noberto.
Fábricas clandestinas
Outra preocupação dos Bombeiros é quanto ao armazenamento dos artefatos, sobretudo com a chegada das altas temperaturas, o que favorece a incidência de incêndios e explosões. Segundo eles, ainda não há nenhum cadastro que quantifique as fábricas de fogos que, em sua maioria, acabam funcionando de forma clandestina nos fundos de quintais, em bairros periféricos. É nesse período, entre a reta final de maio e a primeira quinzena de junho, que a aquece o processo de fabricação para atender ao mercado nas festas juninas.
Diante disso, o Corpo de Bombeiros intensificou vistorias em diversas lojas da cidade, a fim de regularizar a venda e inspecionar os locais onde estão sendo armazenados os fogos de artifícios. "Somente lojas credenciadas juntos ao Corpo de Bombeiros podem comercializar os fogos", pontuou. Ele lembra que, além da comercialização adequada, as pessoas devem se informar quanto ao uso correto de cada tipo específico de artefato.
 
Fonte Diário do Nordeste
 
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