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Pistas de pouso estão sem uso ou subutilizadas no Interior

Mensalmente, o aeroporto de Crateús recebe 25 voos. Ele só foi reformado em 1997 ( Fotos: Kid Júnior )
Já não existe mais, pelo menos oficialmente, o de Mombaça, que ficou famoso em 1989, ao receber comitiva do então presidente da República, no exercício da função, Paes de Andrade
Crateús. Abandonadas ou simplesmente com o uso abaixo da suas capacidades. Essa é a realidade de boa parte dos campos de pouso instalados nas cidades do Interior, onde o transporte ferroviário foi extinto e o rodoviário padece das más condições das estradas e do alto valor cobrado pelos combustíveis.
>Redução de voos agrava crise
Em Crateús, essa situação é bem patente. A pista de pouso tem capacidade para receber aviões de grande porte, inclusive o Boeing da Presidência da República, mas hoje a decolagem e aterrissagem somam cerca de 25 voos. Até 2010, esse número era o triplo, variando de 60 a 70, quando o equipamento embarcava e desembarcava malotes dos correios. O gerente do campo de pouso de Crateús, Flávio Soares Apolônio, lamenta o descaso. Ele lembra a imponência da pista, construída em 1969, pelo Exército. Curiosamente, foi concebida neste município para servir de entreposto de tropas e mantimentos para o combate das Forças Armadas na Guerrilha do Araguaia, após a tomada do poder pelos militares.
Políticos
Atualmente, como lembra Flávio Soares, a maior movimentação da pista é durante campanhas eleitorais ou chegada de políticos importantes. Ainda neste ano, estava planejada a chegada da presidente da República, Dilma Rousselff, visita que acabou sendo cancelada.
Na falta de aviões, o lugar acaba sendo utilizado para treinamentos, como da equipe Batalhão de Policiamento e Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), da Polícia Militar do Ceará (PM-CE). O lugar também abriga uma unidade do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBM-CE).
No entanto, a principal finalidade deixa de ser atendida e o campo acaba vivendo mais de memórias de seu passado, muito ligado à ação do Exército. Numa placa afixada no terminal, destaca-se a construção, pelo 45º Batalhão de Engenharia e Construção (4º BEC) e chegada do Hércules, em 2011, que trouxe equipamentos para a exibição da Esquadrilha de Fumaça, por integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB).
O prefeito Antônio Mauro Soares também lamenta a dificuldade de transporte no Município. Distante 340Km de Fortaleza (quatro horas), ele lamenta os prejuízos que isso causa à economia. Como gestor, se obriga a até quatro viagens à capital durante a semana.
Ele disse, no entanto, que há projetos para reforma do campo de pouso e, inclusive, a construção de um novo terminal de passageiros, no sentido de retomar a boa movimentação naquele equipamento.
Mombaça
A 200Km de Crateús, também existe um campo de pouso notório. Trata-se do aeroporto de Mombaça, famoso em 1989 por receber comitiva comandada pelo presidente da República interino, Paes de Andrade.
Oficialmente, ele não mais existe. Mas quem visita o local fica surpreso ainda ao ver marcas de pneus de pequenas aeronaves. Ao todo, são 1.000 metros em terra batida.
A presença da comitiva presidencial naquele município chegou a fazer parte do anedotário, em vista da oportunidade de Paes de Andrade de assumir interinamente a Presidência e se deslocar até sua cidade natal com um grupo de assessores e políticos nacionais.
Valorização
O governador Camilo Santana nega que haja abandono dos campos de pouso, inclusive o de Crateús, que mantém boa estrutura para receber aviões de grande porte.
Camilo Santana explicou que o Estado mantém todos os aeroportos regionais, como Crateús, Sobral e Tauá, que passou por reforma, e há um projeto para a construção de dois aeroportos, em Itapipoca e Canindé, com recursos do governo federal, junto ao Banco do Brasil, que dependem agora dos trâmites burocráticos necessários.
Santana informou que a reforma e a construção desses aeroportos fazem parte de um plano estratégico para fortalecer e facilitar o deslocamento da população. Ele informou que está no aguardo de estudos de equipamentos aeroviários que possam ser feitos concessão, como os de Aracati e Jericoacoara. Disse, ainda, que haverá investimentos para a melhoria dos aeroportos regionais. "A nossa ideia é que aeroportos com grande fluxo de passageiros, como Juazeiro do Norte, possa ser melhor utilizado pela população", afirmou.
 
Fonte Diário do Nordeste
 
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