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Temperatura está 1º C acima da média de abril

A venda de água, água-de-coco, sucos, sorvetes, condicionadores de ar e de ventiladores tem estado aquecida, para a alegria dos lojistas, já que o momento ainda é de crise para a maioria deles ( Foto: Ellen Freitas )
Juazeiro do Norte. A onda de calor no Estado segue crescente. Após março registrar temperaturas máximas 2º graus Celsius acima da média, este mês já está 1ºC mais quente, se comparado com a média dos últimos 30 anos, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
A sensação desagradável de calor deve-se não apenas às altas temperaturas, mas à redução, em geral, da velocidade dos ventos que retiram calor da nossa pele, fenômeno comum nesta época do ano, conforme explicou o meteorologista da Funceme, Davi Ferran. O especialista acrescenta que, "aliado a isso, tem-se, ainda, umidade do ar elevada, que dificulta a transpiração".
Ainda segundo Ferran, o principal evento que tem provocado o forte calor é atuação do fenômeno El Niño, que faz com que as temperaturas fiquem mais quentes do que o normal, não só no Ceará, mas em todo o Nordeste. "Outros fatores também contribuem, como o aquecimento global, com o aumento do CO2, que aumenta gradativamente o efeito estufa na Terra, e a falta de chuvas mais regulares".
Se estivesse chovendo mais regularmente, diz Davi, as temperaturas no período noturno, por exemplo, poderiam cair alguns graus abaixo do que está se verificando atualmente, diminuindo, assim, a sensação térmica elevada. Em março, as chuvas ficaram 35% abaixo da média histórica, segundo a Funceme. De acordo com o órgão, o cenário para os próximas meses é o mesmo: forte calor.
Até agora, a maior temperatura absoluta registrada no mês foi em Jaguaribe, com 36°C. A cidade, localizada na região Jaguaribana, já havia liderado o ranking das maiores temperaturas observadas em março. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão responsável por prover informações meteorológicas de todo o Brasil, em oito dos 31 dias do mês, a cidade foi a mais quente do Estado. O pico de calor ocorreu em 7 de março, quando os termômetros marcaram 39,8º, com sensação térmica superior a 41ºC.
Davi Ferran explica que a sensação térmica é uma variante que depende de diversos fatores. A ventilação, a distância para o mar e a incidência de chuvas, por exemplo, influenciam na sensação de calor. "Nesses dois meses, além de poucas chuvas, também tem ocorrido poucos ventos, o que intensifica o calor", acrescenta Ferran. Especialistas advertem que, durante esse período, é aconselhável bastante hidratação, pelo menos 2 litros de líquidos por dia; utilizar roupas leves e frias e utilizar protetores solar.
Vendas
No Cariri, o cenário também já se alterou. A região foi a que registrou maior redução de chuva no Estado em abril, com desvio negativo de 71.1%. Sem incidência de chuva e com termômetros superando diariamente a casa dos 32ºC, o comércio informal e formal se readequou. Entre os ambulantes, as sombrinhas saíram de cena para dar lugar, novamente, à intensa venda de líquidos, como água, água-de-coco e sucos, além de sorvetes.
O aumento das temperaturas aqueceu, também, o seguimento de climatizadores, ar-condicionados e, sobretudo, de ventiladores. Com a sensação térmica beirando os 38ºC, os consumidores foram às compras e os lojistas se beneficiaram. A procura por centrais de ar está 4% maior, enquanto os climatizadores tiveram aumento de 6% nas vendas. No entanto, os campeões ainda têm sido os ventiladores.
A crise financeira, com a retração na economia e redução do poder de compra da maioria dos clientes também influencia no momento da compra, o que explica a alta procura pelos ventiladores, cujo aumento foi de 25%. "O consumidor fica naquela dúvida entre matar o calor ou ser mais cauteloso na compra, ainda temendo a crise. No fim, a precaução geralmente vence e, por ter preços mais acessíveis, com consumo de energia bem menor do que os outros eletros, o ventilador segue liderando nas vendas", explicou o vendedor Gustavo José Filho.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Juazeiro do Norte, Michel Araújo, lembra que "os lojistas saem ganhando com as altas temperaturas", mas ressalta que é preciso "desenvolver ações para atrair a atenção do cliente, fazer promoções e investir no estoque".
Araújo avalia que os comerciantes que possuem visão estratégica e conseguem enxergar oportunidade em meio a momentos delicados, sempre terão bons resultados.
Mais informações:
Funceme
Avenida Rui Barbosa, 1246
Fortaleza
Telefone: (85) 3101-1088
 
Fonte Diário do Nordeste
 
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