PMDB governista vence guerra de influência contra Cunha, e Picciani mantém liderança

Leonardo Picciani - Imagem: Luis Macedo / Câmara Dos Deputados Leonardo Picciani - Imagem: Luis Macedo / Câmara Dos Deputados O deputado federal Leonardo Picciani manteve, nesta quarta-feira (17), a liderança do PMDB na Câmara, por 37 votos a 30 - dois deputados votaram em branco, outros dois não compareceram. Apesar dos esforços incansáveis do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), para eleger Hugo Motta (PMDB-BA), a articulação política governista venceu a batalha de influência.

A eleição de Picciani, peemedebista mais próximo ao governo Dilma Rousseff (PT), é fundamental para o enfraquecimento do impeachment, já que o peemedebista será responsável por indicar oito deputados para compor a Comissão do Impeachment, composta por 65 parlamentares. O PMDB e o PT são os partidos com maior número de cadeiras na Comissão, cada um com oito.
O deputado garante que irá manter o "diálogo na bancada" e irá "contemplar todas as correntes do PMDB nas indicações para compor a comissão". O partido, no final de 2015, foi rachado entre governistas e oposicionistas. Em 2016, a palavra de ordem da sigla é reforçar a unidade partidária.
Apoio
Para assegurar a manutenção de Picciani na liderança do partido na Casa, foi articulado um acordo entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que resultou na desistência do deputado Leonardo Quintão, apoiado por Temer, da disputa. O acordo também deve refletir na manutenção de Temer na presidência da sigla e do PMDB na base governista.
Além disso, três ministros peemedebistas articularam a vitória de Picciani, foram eles: Kátia Abreu (Agricultura), Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde). Marcelo Castro chegou a pedir exoneração, nesta manhã, do cargo para poder votar, enquanto deputado, em Picciani.

Fonte Ceará News 7
 
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